Obstetricia

:: Exames realizados no Pré-Natal

Quais são os exames preciso fazer no pré-natal?

Seu médico solicitará no pré-natal, preferencialmente no início da gestação, os seguintes exames:

• Tipagem sanguínea
• Hemograma completo
• Sorologias para sífilis, HIV, Hepatite B e C, toxoplasmose, rubéola, HTLV e citomegalovírus
• Glicemia de jejum e teste de tolerância a à glicose
• Colpocitologia oncótica (Papanicolaou)
• Cultura de secreção vaginal para pesquisa de microorganismo Streptococcus do grupo B
• Parasitológico de fezes
• Exame de urina e cultura

Além destes, a depender das condições de saúde atuais e pregressas da gestante, o médico poderá ainda solicitar outros exames gerais tais como os de função da tireóide, colesterol total e frações, funções dos rins e fígado. Vale lembrar que a ultrassonografia obstétrica é fundamental para o seguimento da gestação, com a finalidade de calcular a idade gestacional, avaliar a morfologia dos órgãos do feto e avaliar possibilidades de mal-formações fetais, o crescimento e a vitalidade e bem-estar fetal, etc.

:: A decisão da via de parto

A escolha do tipo de parto depende de vários fatores, incluindo o desejo da gestante. No entanto, diante de situações específicas tais como em algumas gestações de alto-risco, peso estimado do bebê sendo grande e desproporcional à estrutura física materna, situação de saúde da mãe e bebê, etc., o parto cesariana pode ser necessário e determinado antecipadamente, e recomendado pelo obstetra.

Há, portanto, vários aspectos a serem analisados diante da opção e decisão do tipo de parto. Durante suas consultas de pré-natal, seu obstetra a acompanhará, avaliará as suas condições de saúde no período, as condições de saúde do bebê, a evolução da sua gestação, de modo a orientar a forma mais adequada para cada caso. Muitas vezes, a decisão da via de parto mais adequada acontecerá somente no fim da gestação, ou até mesmo durante o trabalho de parto.

É importante enfatizar que as mulheres são diferentes! E as gestações são diferentes! Assim, cada uma vai receber a atenção e cuidados que melhor lhe cabem. Por fim, o melhor parto é aquele que preza pela segurança da mãe e do bebê e garante um final feliz para todos, independentemente de ser normal ou cesariana.

:: Ganho de peso ideal na gravidez

Gestantes que se alimentam de forma adequada e evitam riscos tendem a ter menos complicações durante a gestação e no parto, e dão à luz bebês mais saudáveis.

Uma dieta balanceada é um dos elementos mais importantes para assegurar o futuro da mãe e do bebê. As mulheres que entram na gestação no peso ideal podem ganhar até de 11 a 15 kg. Se a gestação é múltipla, deve-se ganhar pelo menos 4,5 kg adicionais.

Se a mãe estiver abaixo do peso quando ficar grávida, um aumento de 12 a 18 kg é indicado.
Se estiver acima do peso ou obesa, esse aumento deve variar de 7 a 9 kg. Especial atenção deve ser dada à gestante que submeteu-se à cirurgia bariátrica (redução de estômago) para obesidade.

:: Sexo durante a gravidez

Mais da metade dos casais que serão pais pela primeira vez procuram o médico com muitas dúvidas já nas primeiras consultas de pré-natal. Entre aqueles que já tiveram problemas com gravidez de risco e ameaça de aborto esse número chega a quase 100%.

:: Durante a gravidez posso ter relação sexual?

Sim. O sexo é bom e fortalece a relação do casal. Pode ser feito sem restrições e com segurança até a chegada do bebê desde que não cause desconforto pra gestante, e que a gestação seja saudável.

:: Sexo pode causar problemas pra gestação e risco para o bebê?

Em algumas situações tais como nos trabalhos de parto prematuros, nos sangramentos na gestação, nas posições anormais da placenta, etc. a atividade sexual deverá ser restrita. Nesses casos, recomenda-se que o casal não tenha relação sexual, mas não necessariamente durante toda a gravidez. Por isso é fundamental o acompanhamento médico.

:: Para o bebê o sexo faz bem ou faz mal?

Para o bebê, o sexo não faz bem nem mal. Importante mesmo é a mãe estar com boa saúde.

:: Machuca o bebê?

Em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está muito bem protegido dentro do útero.

:: Sangramentos que podem acontecer durante a gravidez

O sangramento tem diversas causas nas diferentes etapas da gestação, podem ser de diferentes origens, e nem sempre constituem um risco para a gestação e o bebê. Cerca de 30% das mulheres apresentam algumas manchas de sangue no início da gestação, de causa não bem definida.

No entanto, há necessidade de consultar um obstetra diante de um sangramento uma vez que este pode também estar associado com complicações da gestação. O médico avaliará a causa, e determinar o melhor acompanhamento e tratamento durante a gestação.

Algumas causas de sangramento durante a gestação são: sangramento inicial de nidação (quando o embrião se fixa no útero), sangramento do colo uterino (não associado à gravidez), abortamento, sangramento por posicionamento anormal ou descolamento da placenta, sangramento por trabalho de parto, etc.

:: O parto normal

O parto normal é a denominação que se usa para caracterizar o parto pela via vaginal. É a via de parto mais usada nos outros países, mas perdendo um espaço importante na população brasileira. O índice de cesarianas no Brasil é um dos mais altos no mundo: 43%, segundo dados de 2008 do Ministério da Saúde, o triplo do que recomenda a Organização Mundial da Saúde. Cada vez mais as mulheres e os próprios obstetras tendem a /abreviar o nascimento pela via cesariana.

:: Características do parto normal

• Permite a participação ativa da gestante durante o período de trabalho de parto, considerado por muitas mães um momento único e de pleno envolvimento afetivo e emocional;

• Apesar de mais prolongado e muitas vezes doloroso, o parto pela via vaginal favorece as mães em sua recuperação após o nascimento do bebê. A grande maioria das gestantes retornam às suas atividades diárias mais precocemente, com menor desconforto relacionado à dor e mais conforto nos cuidados com o bebê. No entanto, é importante lembrar que sempre há opções para alívio das dores durante o trabalho de parto, como nas analgesias epidurais. Desta forma, o trabalho de parto torna-se menos exaustivo para a parturiente;

• De modo geral, o parto normal de boa evolução está associado com menor taxa de complicações, tais como: infecções de incisões/"pontos", e abdômen;

• Acredita-se que a via vaginal está associada com melhores condições para o bebê ao nascer. O bebê, ao passar pelo canal do parto, sofre compressão do tórax, o que elimina boa parte do líquido amniótico que traz nos pulmões, favorecendo a respiração.

No entanto, este dado é sujeito a inúmeras variações individuais, de cada gestante e gestação, bem como a evolução durante o trabalho de parto.

:: Parto operatório fórceps

• O parto operatório caracteriza-se pelo parto vaginal utilizando-se de instrumentos para facilitar o nascimento. É o parto dito "instrumentalizado". Neste tipo, o obstetra pode lançar mão de fórceps ou vácuo-extrator;
• A maior chance da necessidade do uso de fórceps para abreviar o período expulsivo durante o trabalho de parto ocorre no primeiro parto da mulher.
• Abrevia a expulsão do bebê nos casos onde a gestante não consegue realizar as forças necessárias ao final do trabalho, ou em situações onde o bebê está em posições não favoráveis o nascimento;
• Uma vez que acelera a saída do bebê, diminui as chances de lesões isquêmicas (de oxigenação não ideal) na criança decorrentes do trabalho de parto muito prolongado;
• Por outro lado, o parto fórceps está associado a maiores chances de traumatismo dos tipos faciais e craniano no bebê, quando há acidentes durante o uso do instrumento;
• Há a necessidade de analgesia local ou epidural;
• O parto fórceps está associado com maior risco de desenvolvimento futuro de incontinências urinária, fecal, prolapso genital e rotura do períneo.

:: A Cesareana | Características do parto cesariana

Surgiu para salvar a vida da mãe e do bebê quando o parto normal não evoluía bem. Com o tempo, as técnicas se aprimoraram e hoje é um procedimento seguro, mas com indicações específicas, como descolamento prematuro da placenta e sofrimento fetal.

• Permite o planejamento personalizado e conveniente de data e hora do nascimento;
• Ausência de dores inerentes à maioria dos trabalhos de partos. No entanto, há de se ressaltar que a gestante pode entrar em trabalho de parto, com as sensações habituais, porém necessitar de parto cesariana após o início das contrações;
• Maior tempo para a recuperação após o nascimento, de modo a dificultar os cuidados com o recém-nascido nos primeiros dias de vida, pela limitação, mesmo que temporária e leve, das atividades da mãe (movimentos, caminhar, levantar-se);
• Maior chance de infecções no pós-parto uma vez que trata-se de uma operação como outra qualquer, envolvendo incisões no abdômen;
• Menor o risco de desenvolver no futuro problemas tais como: incontinências urinárias, fecal, prolapso genital e rotura do períneo;
• Necessidade de procedimento anestésico, com os riscos e benefícios inerentes à anestesia. Vale ressaltar que também há riscos relacionados aos procedimentos de analgesia epidural durante o trabalho de parto.

:: Alimentação na gravidez

A mãe precisa de alimentos saudáveis durante toda a gravidez para proporcionar a formação de um bebê saudável.
A nutrição adequada nas primeiras semanas da gravidez garante um desenvolvimento completo do órgão responsável pela oxigenação e alimentação do feto, chamado placenta e do sistema circulatório do bebê.

A alimentação da mãe durante a gravidez influenciará a saúde do bebê por toda a sua vida, sendo que a boa nutrição que recebe durante seu desenvolvimento intra-uterino ajudará na prevenção de diversas doenças após seu nascimento.

:: Quais são as comidas que não devo comer?

A grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos:

• Peixes e frutos do mar crus, como ostras e sushi.
• Queijos de casca branca, queijos com fungos. Evite também queijos do tipo frescal ou minas, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebê.
• Carne bovina mal-passada ou crua, carne de porco mal-passada, ovos crus, ovo frito com gema mole e algumas sobremesas que levam ovo cru tais como mousses. A precaução é para evitar bactérias que possam afetar a mãe e o bebê.
• Alimentos que sabidamente provocam reações alérgicas na gestante.
• Bebidas alcoólicas. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoólicas na gravidez.
• Bebidas e alimentos com cafeína. Se possível, prefira bebidas descafeinadas.

:: O que devo comer na gestação?

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Uma vez que a digestão torna-se mais lenta e dificultada na gestação, com maior chance de ocorrer refluxos, é preferível alimentar-se mais vezes, e em menor quantidade.

Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

Gestantes diabéticas, hipertensas ou com alguma outra doença crônica devem ser orientadas quanto à alimentação mais adequada, preferencialmente por uma profissional nutricionista.

:: O que é Aborto?

Aborto ou abortamento espontâneo é a perda involuntária de um feto de até 20 semanas de gestação. Um aborto espontâneo também pode ser chamado de "aborto involuntário". O aborto incompleto é aquele em que o material gestacional não é completamente eliminado do organismo materno.

:: Quais são os sintomas do aborto?

Os possíveis sintomas de aborto variam de dor leve ou de forte intensidade, provocando cólicas no abdome ou na parte inferior das costas, tecido ou material similar a coágulos que saem da vagina e sangramento vaginal.

:: Tem algum tratamento para evitar o aborto?

O pré-natal completo o mais cedo possível é a melhor prevenção disponível para todas as complicações da gravidez. Muitos abortos decorrentes de doenças em todo o corpo podem ser evitados detectando e tratando a doença antes da gravidez. No entanto, vale ressaltar que muitos casos de abortamento no início da gestação estão relacionados a anormalidades na formação embrionária, e sendo assim não passíveis de tratamento. O médico especialista poderá avaliar as possíveis causas de abortamento com solicitação de métodos de diagnósticos apropriados.

:: Quais os cuidados após um aborto?

Quando o aborto espontâneo acontece, o tecido expelido através da vagina deve ser examinado para determinar se é de uma placenta normal ou com anormalidades de formação, inclusive tumoral. Também é importante verificar se há qualquer resquício de tecido gestacional no útero. Se o tecido gestacional não é expulso naturalmente pelo corpo, a paciente poderá necessitar de medicações ou cirurgias tais como a curetagem para a remoção dos resquícios gestacionais no útero. Qualquer sangramento vaginal deve ser cuidadosamente monitorado.

:: Posso engravidar quanto tempo depois do aborto?

O tempo recomendado para uma nova gravidez após um abortamento dependerá das condições clínicas de cada mulher, da causa do abortamento, e do tempo de gestação em que o aborto ocorreu. O médico especialista deverá analisar cada caso individualmente, e orientar o intervalo necessário entre as gravidezes. A mulher geralmente tem seu ciclo menstrual re-estabelecido cerca de 4-6 semanas após a perda.

:: Gravidez tardia

Apesar das chances da mulher conseguir engravidar aos 40 anos de idade serem menores que aquelas que conseguem engravidar aos 20, elas não são inexistentes. Se a mulher ainda não tiver entrado na menopausa e não tiver nenhuma doença que afete o aparelho reprodutor, ela ainda tem chances de conseguir engravidar.

É mais difícil engravidar naturalmente aos 40 anos?
Sim. Diferentemente dos homens, a mulher nasce com um número finito e pre-determinado de óvulos, que naturalmente se esgotarão com a idade. A partir dos 35 anos, existe a diminuição acentuada do número e qualidade dos óvulos, o que explica a maior dificuldade de gravidez, bem como o maior risco de complicações.

Quais os riscos de uma gravidez mais tardia para a mãe e pro bebê?
Para a mulher, a idade avançada está associada ao aumento na incidência de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos, prematuridade, mal-formações ou síndromes congênitas, tais como a Síndrome de Down, e distócia funcional (quando o trabalho de parto não evolui na velocidade esperada).

É preciso procurar um médico antes de engravidar?
Sim, é fundamental ter o acompanhamento médico a fim de se avaliar a saúde geral da mulher que pretende engravidar, e a necessidade de exames específicos. Uma vez planejada antecipadamente, o médico poderá indicar medicações tais como o ácido fólico para prevenção de mal-formações fetais.

:: Pré-Natal

O que é o Pré-Natal e por que ele é tão importante?
O Pré-Natal nada mais é do que o acompanhamento dos 9 meses de gestação da mulher, garantindo uma gravidez saudável tanto para a mamãe quanto para o bebê. O Pré-Natal conta com a realização de, no mínimo, seis consultas, sendo, preferencialmente uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre da gestação, sendo a primeira preferencialmente imediata à descoberta da gravidez.

A descoberta e tratamento adequados de problemas que possam vir a ocorrer no período do Pré Natal garante uma gravidez saudável para a mamãe e o bebê.
É durante o Pré-Natal que exames e procedimentos importantes como escuta do coração do bebê, exames de urina, prevenção ou diagnóstico precoce do câncer de colo uterino e de mama assim como distúrbios nutricionais e toxoplasmose acontecem, e muitas vezes, salvam vidas.

Procedimentos simples, mas que salvam vidas, como por exemplo a medição da pressão arterial, devem ser realizados em todas as consultas de pré-natal evitando doenças como a pré-eclampsia, que ainda é, até hoje, a primeira causa de morte materna no Brasil.

Exames para identificação de uma possível Síndrome de Down, pavor de muitas mulheres, também é realizado no Pré-Natal.

O Pré-Natal também desenvolve uma função informativa. É neste momento que assuntos importantes como o ganho de peso e o tipo de parto são discutidos com o obstetra. Muitas mulheres têm pouca informação e muitas dúvidas sobre estes assuntos, e acabam sendo submetidas, por exemplo, ao tipo de parto mais conveniente, mas não necessariamente o mais indicado.

É importante ressaltar que muitas mulheres entendem a importância de fazer o pré-natal corretamente durante a gestação, porém chegam no final da gravidez, momento em que é maior a probabilidade de intercorrências obstétricas, sem o acompanhamento médico.

Por isso vale lembrar que o obstetra deve acompanhar a futura mamãe e o bebê desde a descoberta da gravidez até os primeiros meses de vida da criança. Por isso, se você está pensando em engravidar ou descobriu que está grávida, procure um médico o quanto antes. Lembre-se: o Pré-Natal pode salvar vidas.

Ah, e não esqueça, o futuro papai deve sempre que possível participar das consultas. Afinal, ele também terá um papel importantíssimo durante a gravidez.

:: O que é Diabetes gestacional?

O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue que começa ou é diagnosticado durante a gestação.

Quais são as causas? Quais mulheres correm mais risco de ter o diabetes?
Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função de regular os níveis de glicose na corrente sanguínea. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante.

A mulher tem maior risco de desenvolver diabetes gestacional se a gravidez for de idade mais tardia, se possuir histórico familiar de diabetes, se tiver dado à luz um bebê grande (mais de quatro quilos), se tiver tido diabetes gestacional em gestações prévias, se tiver hipertensão, estava acima do peso antes de engravidar.

Quais são os sintomas de diabetes gestacional?
Geralmente não há sintomas ou os sintomas são leves e não apresentam risco de morte para a grávida. Os sintomas podem incluir: visão borrada, fadiga, infecções urinárias freqüentes, infecções na vagina e pele, aumento da sede, aumento da micção, náusea e vômitos, perda de peso apesar do aumento de apetite.

O nível de açúcar (glicose) no sangue geralmente volta ao normal após o parto. Caso isto não ocorre até cerca de 6 semanas após o parto, a mulher torna-se diabética, e necessitará de tratamento e monitoração durante sua vida.

Como o diabetes gestacional interfere na gravidez e no bebê?
Nos casos de diabetes não-controlado, o mesmo pode levar às mal-formações congênitas, fetos muito grandes (macrossômicos), aumento do líquido amniótico, ruptura da bolsa amniótica e trabalho de parto prematuro.

Como posso prevenir o diabetes gestacional?
Você pode prevenir começando o pré-natal cedo e realizando consultas regulares. Seu médico avaliará seus possíveis fatores de risco para o diabetes gestacional, e solicitar exames de triagem em momentos adequados durante a gestação, fim de prevenir ou detectar a doença. Em caso de diabetes confirmada, é possível o controle da mesma com dieta, atividade física, perda de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

:: Gravidez na Adolescência

Atualmente, têm-se observado que as práticas sexuais são iniciadas em idade cada vez mais precoce, ocorrendo freqüentes relações sexuais ocasionais, muitas vezes sob o efeito do álcool ou outras drogas. Em decorrência destes comportamentos, a gravidez na adolescência tem aumentado, e assim como nas mulheres de idade avançada, também é considerada uma gravidez de risco.

:: Quais riscos para a mãe?

A gravidez na adolescência, especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes têm risco aumentado de desenvolver abortamento, parto prematuro, hipertensão arterial e, conseqüentemente, o risco de morte é elevado nesta população.

:: Quais riscos para o bebe?

As mães adolescentes têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, e com isto, seus bebês apresentam um elevado risco de problemas de saúde como baixo peso, infecções ao nascer e/ou logo após, problemas em decorrência da imaturidade dos órgãos formados, tais como os pulmões, intestinos e cérebro (dificuldade respiratória, falta de oxigenação dos órgãos, retardo neurológico, convulsões). A morbidade materna e fetal é tanto maior quanto menor for a idade da grávida. de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

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Obstetricia

:: Exames realizados no Pré-Natal

Quais são os exames preciso fazer no pré-natal?

Seu médico solicitará no pré-natal, preferencialmente no início da gestação, os seguintes exames:

• Tipagem sanguínea
• Hemograma completo
• Sorologias para sífilis, HIV, Hepatite B e C, toxoplasmose, rubéola, HTLV e citomegalovírus
• Glicemia de jejum e teste de tolerância a à glicose
• Colpocitologia oncótica (Papanicolaou)
• Cultura de secreção vaginal para pesquisa de microorganismo Streptococcus do grupo B
• Parasitológico de fezes
• Exame de urina e cultura

Além destes, a depender das condições de saúde atuais e pregressas da gestante, o médico poderá ainda solicitar outros exames gerais tais como os de função da tireóide, colesterol total e frações, funções dos rins e fígado. Vale lembrar que a ultrassonografia obstétrica é fundamental para o seguimento da gestação, com a finalidade de calcular a idade gestacional, avaliar a morfologia dos órgãos do feto e avaliar possibilidades de mal-formações fetais, o crescimento e a vitalidade e bem-estar fetal, etc.

:: A decisão da via de parto

A escolha do tipo de parto depende de vários fatores, incluindo o desejo da gestante. No entanto, diante de situações específicas tais como em algumas gestações de alto-risco, peso estimado do bebê sendo grande e desproporcional à estrutura física materna, situação de saúde da mãe e bebê, etc., o parto cesariana pode ser necessário e determinado antecipadamente, e recomendado pelo obstetra.

Há, portanto, vários aspectos a serem analisados diante da opção e decisão do tipo de parto. Durante suas consultas de pré-natal, seu obstetra a acompanhará, avaliará as suas condições de saúde no período, as condições de saúde do bebê, a evolução da sua gestação, de modo a orientar a forma mais adequada para cada caso. Muitas vezes, a decisão da via de parto mais adequada acontecerá somente no fim da gestação, ou até mesmo durante o trabalho de parto.

É importante enfatizar que as mulheres são diferentes! E as gestações são diferentes! Assim, cada uma vai receber a atenção e cuidados que melhor lhe cabem. Por fim, o melhor parto é aquele que preza pela segurança da mãe e do bebê e garante um final feliz para todos, independentemente de ser normal ou cesariana.

:: Ganho de peso ideal na gravidez

Gestantes que se alimentam de forma adequada e evitam riscos tendem a ter menos complicações durante a gestação e no parto, e dão à luz bebês mais saudáveis.

Uma dieta balanceada é um dos elementos mais importantes para assegurar o futuro da mãe e do bebê. As mulheres que entram na gestação no peso ideal podem ganhar até de 11 a 15 kg. Se a gestação é múltipla, deve-se ganhar pelo menos 4,5 kg adicionais.

Se a mãe estiver abaixo do peso quando ficar grávida, um aumento de 12 a 18 kg é indicado.
Se estiver acima do peso ou obesa, esse aumento deve variar de 7 a 9 kg. Especial atenção deve ser dada à gestante que submeteu-se à cirurgia bariátrica (redução de estômago) para obesidade.

:: Sexo durante a gravidez

Mais da metade dos casais que serão pais pela primeira vez procuram o médico com muitas dúvidas já nas primeiras consultas de pré-natal. Entre aqueles que já tiveram problemas com gravidez de risco e ameaça de aborto esse número chega a quase 100%.

:: Durante a gravidez posso ter relação sexual?

Sim. O sexo é bom e fortalece a relação do casal. Pode ser feito sem restrições e com segurança até a chegada do bebê desde que não cause desconforto pra gestante, e que a gestação seja saudável.

:: Sexo pode causar problemas pra gestação e risco para o bebê?

Em algumas situações tais como nos trabalhos de parto prematuros, nos sangramentos na gestação, nas posições anormais da placenta, etc. a atividade sexual deverá ser restrita. Nesses casos, recomenda-se que o casal não tenha relação sexual, mas não necessariamente durante toda a gravidez. Por isso é fundamental o acompanhamento médico.

:: Para o bebê o sexo faz bem ou faz mal?

Para o bebê, o sexo não faz bem nem mal. Importante mesmo é a mãe estar com boa saúde.

:: Machuca o bebê?

Em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está muito bem protegido dentro do útero.

:: Sangramentos que podem acontecer durante a gravidez

O sangramento tem diversas causas nas diferentes etapas da gestação, podem ser de diferentes origens, e nem sempre constituem um risco para a gestação e o bebê. Cerca de 30% das mulheres apresentam algumas manchas de sangue no início da gestação, de causa não bem definida.

No entanto, há necessidade de consultar um obstetra diante de um sangramento uma vez que este pode também estar associado com complicações da gestação. O médico avaliará a causa, e determinar o melhor acompanhamento e tratamento durante a gestação.

Algumas causas de sangramento durante a gestação são: sangramento inicial de nidação (quando o embrião se fixa no útero), sangramento do colo uterino (não associado à gravidez), abortamento, sangramento por posicionamento anormal ou descolamento da placenta, sangramento por trabalho de parto, etc.

:: O parto normal

O parto normal é a denominação que se usa para caracterizar o parto pela via vaginal. É a via de parto mais usada nos outros países, mas perdendo um espaço importante na população brasileira. O índice de cesarianas no Brasil é um dos mais altos no mundo: 43%, segundo dados de 2008 do Ministério da Saúde, o triplo do que recomenda a Organização Mundial da Saúde. Cada vez mais as mulheres e os próprios obstetras tendem a /abreviar o nascimento pela via cesariana.

:: Características do parto normal

• Permite a participação ativa da gestante durante o período de trabalho de parto, considerado por muitas mães um momento único e de pleno envolvimento afetivo e emocional;

• Apesar de mais prolongado e muitas vezes doloroso, o parto pela via vaginal favorece as mães em sua recuperação após o nascimento do bebê. A grande maioria das gestantes retornam às suas atividades diárias mais precocemente, com menor desconforto relacionado à dor e mais conforto nos cuidados com o bebê. No entanto, é importante lembrar que sempre há opções para alívio das dores durante o trabalho de parto, como nas analgesias epidurais. Desta forma, o trabalho de parto torna-se menos exaustivo para a parturiente;

• De modo geral, o parto normal de boa evolução está associado com menor taxa de complicações, tais como: infecções de incisões/"pontos", e abdômen;

• Acredita-se que a via vaginal está associada com melhores condições para o bebê ao nascer. O bebê, ao passar pelo canal do parto, sofre compressão do tórax, o que elimina boa parte do líquido amniótico que traz nos pulmões, favorecendo a respiração.

No entanto, este dado é sujeito a inúmeras variações individuais, de cada gestante e gestação, bem como a evolução durante o trabalho de parto.

:: Parto operatório fórceps

• O parto operatório caracteriza-se pelo parto vaginal utilizando-se de instrumentos para facilitar o nascimento. É o parto dito "instrumentalizado". Neste tipo, o obstetra pode lançar mão de fórceps ou vácuo-extrator;
• A maior chance da necessidade do uso de fórceps para abreviar o período expulsivo durante o trabalho de parto ocorre no primeiro parto da mulher.
• Abrevia a expulsão do bebê nos casos onde a gestante não consegue realizar as forças necessárias ao final do trabalho, ou em situações onde o bebê está em posições não favoráveis o nascimento;
• Uma vez que acelera a saída do bebê, diminui as chances de lesões isquêmicas (de oxigenação não ideal) na criança decorrentes do trabalho de parto muito prolongado;
• Por outro lado, o parto fórceps está associado a maiores chances de traumatismo dos tipos faciais e craniano no bebê, quando há acidentes durante o uso do instrumento;
• Há a necessidade de analgesia local ou epidural;
• O parto fórceps está associado com maior risco de desenvolvimento futuro de incontinências urinária, fecal, prolapso genital e rotura do períneo.

:: A Cesareana | Características do parto cesariana

Surgiu para salvar a vida da mãe e do bebê quando o parto normal não evoluía bem. Com o tempo, as técnicas se aprimoraram e hoje é um procedimento seguro, mas com indicações específicas, como descolamento prematuro da placenta e sofrimento fetal.

• Permite o planejamento personalizado e conveniente de data e hora do nascimento;
• Ausência de dores inerentes à maioria dos trabalhos de partos. No entanto, há de se ressaltar que a gestante pode entrar em trabalho de parto, com as sensações habituais, porém necessitar de parto cesariana após o início das contrações;
• Maior tempo para a recuperação após o nascimento, de modo a dificultar os cuidados com o recém-nascido nos primeiros dias de vida, pela limitação, mesmo que temporária e leve, das atividades da mãe (movimentos, caminhar, levantar-se);
• Maior chance de infecções no pós-parto uma vez que trata-se de uma operação como outra qualquer, envolvendo incisões no abdômen;
• Menor o risco de desenvolver no futuro problemas tais como: incontinências urinárias, fecal, prolapso genital e rotura do períneo;
• Necessidade de procedimento anestésico, com os riscos e benefícios inerentes à anestesia. Vale ressaltar que também há riscos relacionados aos procedimentos de analgesia epidural durante o trabalho de parto.

:: Alimentação na gravidez

A mãe precisa de alimentos saudáveis durante toda a gravidez para proporcionar a formação de um bebê saudável.
A nutrição adequada nas primeiras semanas da gravidez garante um desenvolvimento completo do órgão responsável pela oxigenação e alimentação do feto, chamado placenta e do sistema circulatório do bebê.

A alimentação da mãe durante a gravidez influenciará a saúde do bebê por toda a sua vida, sendo que a boa nutrição que recebe durante seu desenvolvimento intra-uterino ajudará na prevenção de diversas doenças após seu nascimento.

:: Quais são as comidas que não devo comer?

A grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos:

• Peixes e frutos do mar crus, como ostras e sushi.
• Queijos de casca branca, queijos com fungos. Evite também queijos do tipo frescal ou minas, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebê.
• Carne bovina mal-passada ou crua, carne de porco mal-passada, ovos crus, ovo frito com gema mole e algumas sobremesas que levam ovo cru tais como mousses. A precaução é para evitar bactérias que possam afetar a mãe e o bebê.
• Alimentos que sabidamente provocam reações alérgicas na gestante.
• Bebidas alcoólicas. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoólicas na gravidez.
• Bebidas e alimentos com cafeína. Se possível, prefira bebidas descafeinadas.

:: O que devo comer na gestação?

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Uma vez que a digestão torna-se mais lenta e dificultada na gestação, com maior chance de ocorrer refluxos, é preferível alimentar-se mais vezes, e em menor quantidade.

Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

Gestantes diabéticas, hipertensas ou com alguma outra doença crônica devem ser orientadas quanto à alimentação mais adequada, preferencialmente por uma profissional nutricionista.

:: O que é Aborto?

Aborto ou abortamento espontâneo é a perda involuntária de um feto de até 20 semanas de gestação. Um aborto espontâneo também pode ser chamado de "aborto involuntário". O aborto incompleto é aquele em que o material gestacional não é completamente eliminado do organismo materno.

:: Quais são os sintomas do aborto?

Os possíveis sintomas de aborto variam de dor leve ou de forte intensidade, provocando cólicas no abdome ou na parte inferior das costas, tecido ou material similar a coágulos que saem da vagina e sangramento vaginal.

:: Tem algum tratamento para evitar o aborto?

O pré-natal completo o mais cedo possível é a melhor prevenção disponível para todas as complicações da gravidez. Muitos abortos decorrentes de doenças em todo o corpo podem ser evitados detectando e tratando a doença antes da gravidez. No entanto, vale ressaltar que muitos casos de abortamento no início da gestação estão relacionados a anormalidades na formação embrionária, e sendo assim não passíveis de tratamento. O médico especialista poderá avaliar as possíveis causas de abortamento com solicitação de métodos de diagnósticos apropriados.

:: Quais os cuidados após um aborto?

Quando o aborto espontâneo acontece, o tecido expelido através da vagina deve ser examinado para determinar se é de uma placenta normal ou com anormalidades de formação, inclusive tumoral. Também é importante verificar se há qualquer resquício de tecido gestacional no útero. Se o tecido gestacional não é expulso naturalmente pelo corpo, a paciente poderá necessitar de medicações ou cirurgias tais como a curetagem para a remoção dos resquícios gestacionais no útero. Qualquer sangramento vaginal deve ser cuidadosamente monitorado.

:: Posso engravidar quanto tempo depois do aborto?

O tempo recomendado para uma nova gravidez após um abortamento dependerá das condições clínicas de cada mulher, da causa do abortamento, e do tempo de gestação em que o aborto ocorreu. O médico especialista deverá analisar cada caso individualmente, e orientar o intervalo necessário entre as gravidezes. A mulher geralmente tem seu ciclo menstrual re-estabelecido cerca de 4-6 semanas após a perda.

:: Gravidez tardia

Apesar das chances da mulher conseguir engravidar aos 40 anos de idade serem menores que aquelas que conseguem engravidar aos 20, elas não são inexistentes. Se a mulher ainda não tiver entrado na menopausa e não tiver nenhuma doença que afete o aparelho reprodutor, ela ainda tem chances de conseguir engravidar.

É mais difícil engravidar naturalmente aos 40 anos?
Sim. Diferentemente dos homens, a mulher nasce com um número finito e pre-determinado de óvulos, que naturalmente se esgotarão com a idade. A partir dos 35 anos, existe a diminuição acentuada do número e qualidade dos óvulos, o que explica a maior dificuldade de gravidez, bem como o maior risco de complicações.

Quais os riscos de uma gravidez mais tardia para a mãe e pro bebê?
Para a mulher, a idade avançada está associada ao aumento na incidência de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos, prematuridade, mal-formações ou síndromes congênitas, tais como a Síndrome de Down, e distócia funcional (quando o trabalho de parto não evolui na velocidade esperada).

É preciso procurar um médico antes de engravidar?
Sim, é fundamental ter o acompanhamento médico a fim de se avaliar a saúde geral da mulher que pretende engravidar, e a necessidade de exames específicos. Uma vez planejada antecipadamente, o médico poderá indicar medicações tais como o ácido fólico para prevenção de mal-formações fetais.

:: Pré-Natal

O que é o Pré-Natal e por que ele é tão importante?
O Pré-Natal nada mais é do que o acompanhamento dos 9 meses de gestação da mulher, garantindo uma gravidez saudável tanto para a mamãe quanto para o bebê. O Pré-Natal conta com a realização de, no mínimo, seis consultas, sendo, preferencialmente uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre da gestação, sendo a primeira preferencialmente imediata à descoberta da gravidez.

A descoberta e tratamento adequados de problemas que possam vir a ocorrer no período do Pré Natal garante uma gravidez saudável para a mamãe e o bebê.
É durante o Pré-Natal que exames e procedimentos importantes como escuta do coração do bebê, exames de urina, prevenção ou diagnóstico precoce do câncer de colo uterino e de mama assim como distúrbios nutricionais e toxoplasmose acontecem, e muitas vezes, salvam vidas.

Procedimentos simples, mas que salvam vidas, como por exemplo a medição da pressão arterial, devem ser realizados em todas as consultas de pré-natal evitando doenças como a pré-eclampsia, que ainda é, até hoje, a primeira causa de morte materna no Brasil.

Exames para identificação de uma possível Síndrome de Down, pavor de muitas mulheres, também é realizado no Pré-Natal.

O Pré-Natal também desenvolve uma função informativa. É neste momento que assuntos importantes como o ganho de peso e o tipo de parto são discutidos com o obstetra. Muitas mulheres têm pouca informação e muitas dúvidas sobre estes assuntos, e acabam sendo submetidas, por exemplo, ao tipo de parto mais conveniente, mas não necessariamente o mais indicado.

É importante ressaltar que muitas mulheres entendem a importância de fazer o pré-natal corretamente durante a gestação, porém chegam no final da gravidez, momento em que é maior a probabilidade de intercorrências obstétricas, sem o acompanhamento médico.

Por isso vale lembrar que o obstetra deve acompanhar a futura mamãe e o bebê desde a descoberta da gravidez até os primeiros meses de vida da criança. Por isso, se você está pensando em engravidar ou descobriu que está grávida, procure um médico o quanto antes. Lembre-se: o Pré-Natal pode salvar vidas.

Ah, e não esqueça, o futuro papai deve sempre que possível participar das consultas. Afinal, ele também terá um papel importantíssimo durante a gravidez.

:: O que é Diabetes gestacional?

O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue que começa ou é diagnosticado durante a gestação.

Quais são as causas? Quais mulheres correm mais risco de ter o diabetes?
Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função de regular os níveis de glicose na corrente sanguínea. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante.

A mulher tem maior risco de desenvolver diabetes gestacional se a gravidez for de idade mais tardia, se possuir histórico familiar de diabetes, se tiver dado à luz um bebê grande (mais de quatro quilos), se tiver tido diabetes gestacional em gestações prévias, se tiver hipertensão, estava acima do peso antes de engravidar.

Quais são os sintomas de diabetes gestacional?
Geralmente não há sintomas ou os sintomas são leves e não apresentam risco de morte para a grávida. Os sintomas podem incluir: visão borrada, fadiga, infecções urinárias freqüentes, infecções na vagina e pele, aumento da sede, aumento da micção, náusea e vômitos, perda de peso apesar do aumento de apetite.

O nível de açúcar (glicose) no sangue geralmente volta ao normal após o parto. Caso isto não ocorre até cerca de 6 semanas após o parto, a mulher torna-se diabética, e necessitará de tratamento e monitoração durante sua vida.

Como o diabetes gestacional interfere na gravidez e no bebê?
Nos casos de diabetes não-controlado, o mesmo pode levar às mal-formações congênitas, fetos muito grandes (macrossômicos), aumento do líquido amniótico, ruptura da bolsa amniótica e trabalho de parto prematuro.

Como posso prevenir o diabetes gestacional?
Você pode prevenir começando o pré-natal cedo e realizando consultas regulares. Seu médico avaliará seus possíveis fatores de risco para o diabetes gestacional, e solicitar exames de triagem em momentos adequados durante a gestação, fim de prevenir ou detectar a doença. Em caso de diabetes confirmada, é possível o controle da mesma com dieta, atividade física, perda de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

:: Gravidez na Adolescência

Atualmente, têm-se observado que as práticas sexuais são iniciadas em idade cada vez mais precoce, ocorrendo freqüentes relações sexuais ocasionais, muitas vezes sob o efeito do álcool ou outras drogas. Em decorrência destes comportamentos, a gravidez na adolescência tem aumentado, e assim como nas mulheres de idade avançada, também é considerada uma gravidez de risco.

:: Quais riscos para a mãe?

A gravidez na adolescência, especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes têm risco aumentado de desenvolver abortamento, parto prematuro, hipertensão arterial e, conseqüentemente, o risco de morte é elevado nesta população.

:: Quais riscos para o bebe?

As mães adolescentes têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, e com isto, seus bebês apresentam um elevado risco de problemas de saúde como baixo peso, infecções ao nascer e/ou logo após, problemas em decorrência da imaturidade dos órgãos formados, tais como os pulmões, intestinos e cérebro (dificuldade respiratória, falta de oxigenação dos órgãos, retardo neurológico, convulsões). A morbidade materna e fetal é tanto maior quanto menor for a idade da grávida. de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

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Obstetricia

:: Exames realizados no Pré-Natal

Quais são os exames preciso fazer no pré-natal?

Seu médico solicitará no pré-natal, preferencialmente no início da gestação, os seguintes exames:

• Tipagem sanguínea
• Hemograma completo
• Sorologias para sífilis, HIV, Hepatite B e C, toxoplasmose, rubéola, HTLV e citomegalovírus
• Glicemia de jejum e teste de tolerância a à glicose
• Colpocitologia oncótica (Papanicolaou)
• Cultura de secreção vaginal para pesquisa de microorganismo Streptococcus do grupo B
• Parasitológico de fezes
• Exame de urina e cultura

Além destes, a depender das condições de saúde atuais e pregressas da gestante, o médico poderá ainda solicitar outros exames gerais tais como os de função da tireóide, colesterol total e frações, funções dos rins e fígado. Vale lembrar que a ultrassonografia obstétrica é fundamental para o seguimento da gestação, com a finalidade de calcular a idade gestacional, avaliar a morfologia dos órgãos do feto e avaliar possibilidades de mal-formações fetais, o crescimento e a vitalidade e bem-estar fetal, etc.

:: A decisão da via de parto

A escolha do tipo de parto depende de vários fatores, incluindo o desejo da gestante. No entanto, diante de situações específicas tais como em algumas gestações de alto-risco, peso estimado do bebê sendo grande e desproporcional à estrutura física materna, situação de saúde da mãe e bebê, etc., o parto cesariana pode ser necessário e determinado antecipadamente, e recomendado pelo obstetra.

Há, portanto, vários aspectos a serem analisados diante da opção e decisão do tipo de parto. Durante suas consultas de pré-natal, seu obstetra a acompanhará, avaliará as suas condições de saúde no período, as condições de saúde do bebê, a evolução da sua gestação, de modo a orientar a forma mais adequada para cada caso. Muitas vezes, a decisão da via de parto mais adequada acontecerá somente no fim da gestação, ou até mesmo durante o trabalho de parto.

É importante enfatizar que as mulheres são diferentes! E as gestações são diferentes! Assim, cada uma vai receber a atenção e cuidados que melhor lhe cabem. Por fim, o melhor parto é aquele que preza pela segurança da mãe e do bebê e garante um final feliz para todos, independentemente de ser normal ou cesariana.

:: Ganho de peso ideal na gravidez

Gestantes que se alimentam de forma adequada e evitam riscos tendem a ter menos complicações durante a gestação e no parto, e dão à luz bebês mais saudáveis.

Uma dieta balanceada é um dos elementos mais importantes para assegurar o futuro da mãe e do bebê. As mulheres que entram na gestação no peso ideal podem ganhar até de 11 a 15 kg. Se a gestação é múltipla, deve-se ganhar pelo menos 4,5 kg adicionais.

Se a mãe estiver abaixo do peso quando ficar grávida, um aumento de 12 a 18 kg é indicado.
Se estiver acima do peso ou obesa, esse aumento deve variar de 7 a 9 kg. Especial atenção deve ser dada à gestante que submeteu-se à cirurgia bariátrica (redução de estômago) para obesidade.

:: Sexo durante a gravidez

Mais da metade dos casais que serão pais pela primeira vez procuram o médico com muitas dúvidas já nas primeiras consultas de pré-natal. Entre aqueles que já tiveram problemas com gravidez de risco e ameaça de aborto esse número chega a quase 100%.

:: Durante a gravidez posso ter relação sexual?

Sim. O sexo é bom e fortalece a relação do casal. Pode ser feito sem restrições e com segurança até a chegada do bebê desde que não cause desconforto pra gestante, e que a gestação seja saudável.

:: Sexo pode causar problemas pra gestação e risco para o bebê?

Em algumas situações tais como nos trabalhos de parto prematuros, nos sangramentos na gestação, nas posições anormais da placenta, etc. a atividade sexual deverá ser restrita. Nesses casos, recomenda-se que o casal não tenha relação sexual, mas não necessariamente durante toda a gravidez. Por isso é fundamental o acompanhamento médico.

:: Para o bebê o sexo faz bem ou faz mal?

Para o bebê, o sexo não faz bem nem mal. Importante mesmo é a mãe estar com boa saúde.

:: Machuca o bebê?

Em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está muito bem protegido dentro do útero.

:: Sangramentos que podem acontecer durante a gravidez

O sangramento tem diversas causas nas diferentes etapas da gestação, podem ser de diferentes origens, e nem sempre constituem um risco para a gestação e o bebê. Cerca de 30% das mulheres apresentam algumas manchas de sangue no início da gestação, de causa não bem definida.

No entanto, há necessidade de consultar um obstetra diante de um sangramento uma vez que este pode também estar associado com complicações da gestação. O médico avaliará a causa, e determinar o melhor acompanhamento e tratamento durante a gestação.

Algumas causas de sangramento durante a gestação são: sangramento inicial de nidação (quando o embrião se fixa no útero), sangramento do colo uterino (não associado à gravidez), abortamento, sangramento por posicionamento anormal ou descolamento da placenta, sangramento por trabalho de parto, etc.

:: O parto normal

O parto normal é a denominação que se usa para caracterizar o parto pela via vaginal. É a via de parto mais usada nos outros países, mas perdendo um espaço importante na população brasileira. O índice de cesarianas no Brasil é um dos mais altos no mundo: 43%, segundo dados de 2008 do Ministério da Saúde, o triplo do que recomenda a Organização Mundial da Saúde. Cada vez mais as mulheres e os próprios obstetras tendem a /abreviar o nascimento pela via cesariana.

:: Características do parto normal

• Permite a participação ativa da gestante durante o período de trabalho de parto, considerado por muitas mães um momento único e de pleno envolvimento afetivo e emocional;

• Apesar de mais prolongado e muitas vezes doloroso, o parto pela via vaginal favorece as mães em sua recuperação após o nascimento do bebê. A grande maioria das gestantes retornam às suas atividades diárias mais precocemente, com menor desconforto relacionado à dor e mais conforto nos cuidados com o bebê. No entanto, é importante lembrar que sempre há opções para alívio das dores durante o trabalho de parto, como nas analgesias epidurais. Desta forma, o trabalho de parto torna-se menos exaustivo para a parturiente;

• De modo geral, o parto normal de boa evolução está associado com menor taxa de complicações, tais como: infecções de incisões/"pontos", e abdômen;

• Acredita-se que a via vaginal está associada com melhores condições para o bebê ao nascer. O bebê, ao passar pelo canal do parto, sofre compressão do tórax, o que elimina boa parte do líquido amniótico que traz nos pulmões, favorecendo a respiração.

No entanto, este dado é sujeito a inúmeras variações individuais, de cada gestante e gestação, bem como a evolução durante o trabalho de parto.

:: Parto operatório fórceps

• O parto operatório caracteriza-se pelo parto vaginal utilizando-se de instrumentos para facilitar o nascimento. É o parto dito "instrumentalizado". Neste tipo, o obstetra pode lançar mão de fórceps ou vácuo-extrator;
• A maior chance da necessidade do uso de fórceps para abreviar o período expulsivo durante o trabalho de parto ocorre no primeiro parto da mulher.
• Abrevia a expulsão do bebê nos casos onde a gestante não consegue realizar as forças necessárias ao final do trabalho, ou em situações onde o bebê está em posições não favoráveis o nascimento;
• Uma vez que acelera a saída do bebê, diminui as chances de lesões isquêmicas (de oxigenação não ideal) na criança decorrentes do trabalho de parto muito prolongado;
• Por outro lado, o parto fórceps está associado a maiores chances de traumatismo dos tipos faciais e craniano no bebê, quando há acidentes durante o uso do instrumento;
• Há a necessidade de analgesia local ou epidural;
• O parto fórceps está associado com maior risco de desenvolvimento futuro de incontinências urinária, fecal, prolapso genital e rotura do períneo.

:: A Cesareana | Características do parto cesariana

Surgiu para salvar a vida da mãe e do bebê quando o parto normal não evoluía bem. Com o tempo, as técnicas se aprimoraram e hoje é um procedimento seguro, mas com indicações específicas, como descolamento prematuro da placenta e sofrimento fetal.

• Permite o planejamento personalizado e conveniente de data e hora do nascimento;
• Ausência de dores inerentes à maioria dos trabalhos de partos. No entanto, há de se ressaltar que a gestante pode entrar em trabalho de parto, com as sensações habituais, porém necessitar de parto cesariana após o início das contrações;
• Maior tempo para a recuperação após o nascimento, de modo a dificultar os cuidados com o recém-nascido nos primeiros dias de vida, pela limitação, mesmo que temporária e leve, das atividades da mãe (movimentos, caminhar, levantar-se);
• Maior chance de infecções no pós-parto uma vez que trata-se de uma operação como outra qualquer, envolvendo incisões no abdômen;
• Menor o risco de desenvolver no futuro problemas tais como: incontinências urinárias, fecal, prolapso genital e rotura do períneo;
• Necessidade de procedimento anestésico, com os riscos e benefícios inerentes à anestesia. Vale ressaltar que também há riscos relacionados aos procedimentos de analgesia epidural durante o trabalho de parto.

:: Alimentação na gravidez

A mãe precisa de alimentos saudáveis durante toda a gravidez para proporcionar a formação de um bebê saudável.
A nutrição adequada nas primeiras semanas da gravidez garante um desenvolvimento completo do órgão responsável pela oxigenação e alimentação do feto, chamado placenta e do sistema circulatório do bebê.

A alimentação da mãe durante a gravidez influenciará a saúde do bebê por toda a sua vida, sendo que a boa nutrição que recebe durante seu desenvolvimento intra-uterino ajudará na prevenção de diversas doenças após seu nascimento.

:: Quais são as comidas que não devo comer?

A grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos:

• Peixes e frutos do mar crus, como ostras e sushi.
• Queijos de casca branca, queijos com fungos. Evite também queijos do tipo frescal ou minas, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebê.
• Carne bovina mal-passada ou crua, carne de porco mal-passada, ovos crus, ovo frito com gema mole e algumas sobremesas que levam ovo cru tais como mousses. A precaução é para evitar bactérias que possam afetar a mãe e o bebê.
• Alimentos que sabidamente provocam reações alérgicas na gestante.
• Bebidas alcoólicas. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoólicas na gravidez.
• Bebidas e alimentos com cafeína. Se possível, prefira bebidas descafeinadas.

:: O que devo comer na gestação?

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Uma vez que a digestão torna-se mais lenta e dificultada na gestação, com maior chance de ocorrer refluxos, é preferível alimentar-se mais vezes, e em menor quantidade.

Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

Gestantes diabéticas, hipertensas ou com alguma outra doença crônica devem ser orientadas quanto à alimentação mais adequada, preferencialmente por uma profissional nutricionista.

:: O que é Aborto?

Aborto ou abortamento espontâneo é a perda involuntária de um feto de até 20 semanas de gestação. Um aborto espontâneo também pode ser chamado de "aborto involuntário". O aborto incompleto é aquele em que o material gestacional não é completamente eliminado do organismo materno.

:: Quais são os sintomas do aborto?

Os possíveis sintomas de aborto variam de dor leve ou de forte intensidade, provocando cólicas no abdome ou na parte inferior das costas, tecido ou material similar a coágulos que saem da vagina e sangramento vaginal.

:: Tem algum tratamento para evitar o aborto?

O pré-natal completo o mais cedo possível é a melhor prevenção disponível para todas as complicações da gravidez. Muitos abortos decorrentes de doenças em todo o corpo podem ser evitados detectando e tratando a doença antes da gravidez. No entanto, vale ressaltar que muitos casos de abortamento no início da gestação estão relacionados a anormalidades na formação embrionária, e sendo assim não passíveis de tratamento. O médico especialista poderá avaliar as possíveis causas de abortamento com solicitação de métodos de diagnósticos apropriados.

:: Quais os cuidados após um aborto?

Quando o aborto espontâneo acontece, o tecido expelido através da vagina deve ser examinado para determinar se é de uma placenta normal ou com anormalidades de formação, inclusive tumoral. Também é importante verificar se há qualquer resquício de tecido gestacional no útero. Se o tecido gestacional não é expulso naturalmente pelo corpo, a paciente poderá necessitar de medicações ou cirurgias tais como a curetagem para a remoção dos resquícios gestacionais no útero. Qualquer sangramento vaginal deve ser cuidadosamente monitorado.

:: Posso engravidar quanto tempo depois do aborto?

O tempo recomendado para uma nova gravidez após um abortamento dependerá das condições clínicas de cada mulher, da causa do abortamento, e do tempo de gestação em que o aborto ocorreu. O médico especialista deverá analisar cada caso individualmente, e orientar o intervalo necessário entre as gravidezes. A mulher geralmente tem seu ciclo menstrual re-estabelecido cerca de 4-6 semanas após a perda.

:: Gravidez tardia

Apesar das chances da mulher conseguir engravidar aos 40 anos de idade serem menores que aquelas que conseguem engravidar aos 20, elas não são inexistentes. Se a mulher ainda não tiver entrado na menopausa e não tiver nenhuma doença que afete o aparelho reprodutor, ela ainda tem chances de conseguir engravidar.

É mais difícil engravidar naturalmente aos 40 anos?
Sim. Diferentemente dos homens, a mulher nasce com um número finito e pre-determinado de óvulos, que naturalmente se esgotarão com a idade. A partir dos 35 anos, existe a diminuição acentuada do número e qualidade dos óvulos, o que explica a maior dificuldade de gravidez, bem como o maior risco de complicações.

Quais os riscos de uma gravidez mais tardia para a mãe e pro bebê?
Para a mulher, a idade avançada está associada ao aumento na incidência de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos, prematuridade, mal-formações ou síndromes congênitas, tais como a Síndrome de Down, e distócia funcional (quando o trabalho de parto não evolui na velocidade esperada).

É preciso procurar um médico antes de engravidar?
Sim, é fundamental ter o acompanhamento médico a fim de se avaliar a saúde geral da mulher que pretende engravidar, e a necessidade de exames específicos. Uma vez planejada antecipadamente, o médico poderá indicar medicações tais como o ácido fólico para prevenção de mal-formações fetais.

:: Pré-Natal

O que é o Pré-Natal e por que ele é tão importante?
O Pré-Natal nada mais é do que o acompanhamento dos 9 meses de gestação da mulher, garantindo uma gravidez saudável tanto para a mamãe quanto para o bebê. O Pré-Natal conta com a realização de, no mínimo, seis consultas, sendo, preferencialmente uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre da gestação, sendo a primeira preferencialmente imediata à descoberta da gravidez.

A descoberta e tratamento adequados de problemas que possam vir a ocorrer no período do Pré Natal garante uma gravidez saudável para a mamãe e o bebê.
É durante o Pré-Natal que exames e procedimentos importantes como escuta do coração do bebê, exames de urina, prevenção ou diagnóstico precoce do câncer de colo uterino e de mama assim como distúrbios nutricionais e toxoplasmose acontecem, e muitas vezes, salvam vidas.

Procedimentos simples, mas que salvam vidas, como por exemplo a medição da pressão arterial, devem ser realizados em todas as consultas de pré-natal evitando doenças como a pré-eclampsia, que ainda é, até hoje, a primeira causa de morte materna no Brasil.

Exames para identificação de uma possível Síndrome de Down, pavor de muitas mulheres, também é realizado no Pré-Natal.

O Pré-Natal também desenvolve uma função informativa. É neste momento que assuntos importantes como o ganho de peso e o tipo de parto são discutidos com o obstetra. Muitas mulheres têm pouca informação e muitas dúvidas sobre estes assuntos, e acabam sendo submetidas, por exemplo, ao tipo de parto mais conveniente, mas não necessariamente o mais indicado.

É importante ressaltar que muitas mulheres entendem a importância de fazer o pré-natal corretamente durante a gestação, porém chegam no final da gravidez, momento em que é maior a probabilidade de intercorrências obstétricas, sem o acompanhamento médico.

Por isso vale lembrar que o obstetra deve acompanhar a futura mamãe e o bebê desde a descoberta da gravidez até os primeiros meses de vida da criança. Por isso, se você está pensando em engravidar ou descobriu que está grávida, procure um médico o quanto antes. Lembre-se: o Pré-Natal pode salvar vidas.

Ah, e não esqueça, o futuro papai deve sempre que possível participar das consultas. Afinal, ele também terá um papel importantíssimo durante a gravidez.

:: O que é Diabetes gestacional?

O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue que começa ou é diagnosticado durante a gestação.

Quais são as causas? Quais mulheres correm mais risco de ter o diabetes?
Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função de regular os níveis de glicose na corrente sanguínea. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante.

A mulher tem maior risco de desenvolver diabetes gestacional se a gravidez for de idade mais tardia, se possuir histórico familiar de diabetes, se tiver dado à luz um bebê grande (mais de quatro quilos), se tiver tido diabetes gestacional em gestações prévias, se tiver hipertensão, estava acima do peso antes de engravidar.

Quais são os sintomas de diabetes gestacional?
Geralmente não há sintomas ou os sintomas são leves e não apresentam risco de morte para a grávida. Os sintomas podem incluir: visão borrada, fadiga, infecções urinárias freqüentes, infecções na vagina e pele, aumento da sede, aumento da micção, náusea e vômitos, perda de peso apesar do aumento de apetite.

O nível de açúcar (glicose) no sangue geralmente volta ao normal após o parto. Caso isto não ocorre até cerca de 6 semanas após o parto, a mulher torna-se diabética, e necessitará de tratamento e monitoração durante sua vida.

Como o diabetes gestacional interfere na gravidez e no bebê?
Nos casos de diabetes não-controlado, o mesmo pode levar às mal-formações congênitas, fetos muito grandes (macrossômicos), aumento do líquido amniótico, ruptura da bolsa amniótica e trabalho de parto prematuro.

Como posso prevenir o diabetes gestacional?
Você pode prevenir começando o pré-natal cedo e realizando consultas regulares. Seu médico avaliará seus possíveis fatores de risco para o diabetes gestacional, e solicitar exames de triagem em momentos adequados durante a gestação, fim de prevenir ou detectar a doença. Em caso de diabetes confirmada, é possível o controle da mesma com dieta, atividade física, perda de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

:: Gravidez na Adolescência

Atualmente, têm-se observado que as práticas sexuais são iniciadas em idade cada vez mais precoce, ocorrendo freqüentes relações sexuais ocasionais, muitas vezes sob o efeito do álcool ou outras drogas. Em decorrência destes comportamentos, a gravidez na adolescência tem aumentado, e assim como nas mulheres de idade avançada, também é considerada uma gravidez de risco.

:: Quais riscos para a mãe?

A gravidez na adolescência, especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes têm risco aumentado de desenvolver abortamento, parto prematuro, hipertensão arterial e, conseqüentemente, o risco de morte é elevado nesta população.

:: Quais riscos para o bebe?

As mães adolescentes têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, e com isto, seus bebês apresentam um elevado risco de problemas de saúde como baixo peso, infecções ao nascer e/ou logo após, problemas em decorrência da imaturidade dos órgãos formados, tais como os pulmões, intestinos e cérebro (dificuldade respiratória, falta de oxigenação dos órgãos, retardo neurológico, convulsões). A morbidade materna e fetal é tanto maior quanto menor for a idade da grávida. de peso e medicação. Deste modo, a gravidez pode evoluir normalmente e o bebê saudável.

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